quinta-feira, 16 de julho de 2015

Présentation: Adilson Santos de Proença, le prof.

Bonjour à tous!

Aujourd'hui, on va finalement publier la petite vidéo de présentation de notre prof Adilson!
Vous pouvez regarder la vidéo et poser vos questions! Donnez-nous votre avis et abonnez-vous à notre chaîne Youtube!

Au revoir!
Tchau, tchau. :)





P.S: voici une photo de notre prof! Heheh

Si vous voulez poser des questions au Prof, vous pouvez lui contacter par son adresse Skype (asdpenglish)

#1 Artigo para Leitura: Haitianos conseguem emprego em confeitaria de SP

Haitianos conseguem emprego  em confeitaria de chef francês nos Jardins

Chef elogia pontualidade e dedicação dos novos contratados.
Grande sonho dos imigrantes é trazer a família para o Brasil.

(Letícia Macedo Do G1 São Paulo)


Foto: G1


Macaron, mil folhas, quiches, éclair, creme de confeiteiro e tortas de chocolate passaram a fazer parte do cotidiano de três haitianos que chegaram no mês de maio em São Paulo. Depois da longa e sofrida viagem até o Brasil, eles conseguiram um trabalho em uma padaria nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. Falar francês foi um diferencial na hora da seleção.

O chef Fabrice Le Nud, que é francês e se naturalizou brasileiro, estava com dificuldades para encontrar auxiliares de confeiteiro para a unidade da Pâtisserie Douce France, na Alameda Jaú.

“A confeitaria é muito rigorosa exige muita disciplina. Tanto que muitos sabem cozinhar mas poucos são confeiteiros. A mão de obra brasileira não quer se atrelar ao trabalho e ao aprendizado a longo prazo. Eu comparo a confeitaria a tocar piano ou à ginastica artística. Tem que ter amor ao processo de treinamento. E eu não estava encontrando um jovem motivado a quem pudesse ensinar meus conhecimentos”, relata. 

Ele decidiu, então, enviar sua mulher, que é brasileira e fala muito bem francês, à Igreja Nossa Senhora da Paz, no Glicério, paróquia no Centro de São Paulo que virou referência para os haitianos recém-chegados que estão em busca de

emprego. Com o intermédio da Missão Paz, que orienta os empregadores e os candidatos a um posto de trabalho, só nos primeiros seis meses desse ano 850 imigrantes foram contratados.

Lesli Gabriel, de 37 anos, que chegou doente à capital paulista, recebeu o chamado do padre Paolo Parise para participar do processo seletivo. “Dias depois da minha chegada a São Paulo, o padre falou que tinha vagas na pâtisserie e pediu para eu convidar outros colegas. Eu chamei o Josué, que veio comigo do Haiti, e o François, que a gente encontrou no Acre. E deu certo. Agora eu tenho dois pais em São Paulo: o padre Paolo e o meu patrão”, disse. Os três chegaram a ingressar em universidades.
O empresário elogia a dedicação e o comprometimento de novos empregados. “Até agora não atrasaram e nem trouxeram atestado médico”, afirmou. O patrão diz que a contratação não foi motivada por comoção provocada pelo terremoto de 2010, que deixou 316 mil mortos e comprometeu seriamente a infraestrutura do Haiti.

“Eu não os vejo como vítimas [do terremoto] mas como imigrantes motivados pela situação econômica do Haiti. Meu trabalho social eu faço fora daqui. Aqui eles gozam do mesmo respeito e das mesmas condições de trabalho de um brasileiro. Eu não enxergo neles mão de obra barata e dócil. Aqui a integração é a palavra-chave. Trabalhamos lado a lado. Por ser imigrante, eu não faço diferença”, contou.
Falar francês foi no caso deles um diferencial para conseguir uma vaga de trabalho rapidamente na opinião do chef. “Conversamos em francês, mas digo para eles aprenderem o português lá no curso que acontece na paróquia. Eu já estou aprendendo algumas expressões em criolo [língua falada no Haiti].”
Fabrice diz estimular que os haitianos não trabalhem sempre juntos. “Eu quero que eles se integrem e aprendam o trabalho. O Josué se especializou em rechear as bombinhas e fazer doces. Mais forte, François se especializou em fazer o creme de confeiteiro [que exige vigor para ser batido] e ainda é encarregado dos salgados, quiches, folhados, vol au vent. O Gabriel faz os macarons e descasca as frutas para fazer os sorvetes.”
O chef motiva os jovens aprendizes a se dedicarem a nova profissão. “Eles são otimistas. Eu digo para eles que ter uma profissão fixa e estável vai ajudá-los a melhorar de vida. Eu mesmo viajei para África, Ásia e para as Américas, além da Europa”, observou.

Eles ainda não receberam o primeiro salário e continuam dormindo na Casa do Migrante, mantida pela Missão Paz. Eles pretendem alugar uma casa para morar juntos enquanto guardam dinheiro para enviar para a família. "O padre nos orientou a dar comida para eles e não o dinheiro. Se não, eles guardam o dinheiro e ficam sem comer", contou o chef.  

Escapou do terremoto
Gabriel trabalhava em um escritório contábil em Porto Príncipe até 12 de janeiro de 2010 quando o terremoto de magnitude 7 destruiu a cidade. “Eu saí do escritório uns 30 minutos antes do tremor. O prédio ficou complemente destruído. O meu patrão ainda estava lá, foi soterrado e morreu”, contou.
Além de 316 mil mortos, cerca de 1,5 milhão de pessoas ficaram desabrigadas no país e as ruas ficaram repletas de destroços de edificações desmoronadas. Depois do abalo, Gabriel se lançou em busca de uma nova fonte de renda. “Eu fiquei como um nômade. Passamos necessidades. Está impossível de viver lá”, conta.

“Minha ideia é ficar no Brasil. Se eu tiver dinheiro, eu quero trazer minha mulher e meu filho. Também queria trazer minha mãe. Não consigo viver longe da minha mãe”, conta. 
                                                        
Trazer a família
Josué Valère, também de 37 anos, deixou dois filhos, de 6 e de 1 ano, no Haiti. Ele trabalhava em um banco. A cidade de onde ele veio Cap. Haïtien não foi atingida pelo tremor, mas o impacto econômico tornou a situação insustentável. “Eu perdi o trabalho no banco. Como não achava outro, eu peguei dinheiro emprestado com uma prima que mora em Miami para pagar a viagem”, lembra.
Apesar dos contratempos e do medo de ser roubado durante a viagem, ele se diz contente. “O Brasil abriu as portas para que eu viva mais à vontade. Eu não quero escolher emprego. Eu quero trabalhar duro para trazer minha família para cá”, afirma. 

Caderninho
Cheime François, de 28 anos, vem de Ville des Gogaïves. Sem condições de financiar os estudos ele deixou a universidade onde fazia o curso de ciências contábeis. A mãe e um tio financiaram as passagens. “Eu não recorri aos coiotes, vim sozinho”, contou. Apesar das dificuldades, ele considera ter sido bem acolhido ao chegar ao Brasil. “Quando a gente chega as pessoas nos dão boas vindas e oferecem café, leite”, afirma.
Pouco falante, François tem se especializado no creme de confeiteiro e aos salgados, como quiche, vol au vent ou croque monsieur. “Eu comprei um caderninho e estou anotando as receitas. Quero aprender tudo direitinho”, conta o segredo para o seu bom desempenho. “Ele tem talento para a confeitaria”, observa Fabrice.

Retomada
Em maio, o Ministério da Justiça fez um acordo com o governo do Acre e a

Prefeitura de São Paulo para que o transporte dos haitianos fosse suspenso. A medida foi tomada para que a administração municipal paulista pudesse organizar a acolhida dos haitianos, que entram no país pela cidade da Basileia, no Acre. Em junho, a vinda de ônibus pagos pelo governo federal foi retomada e a previsão é que a capital paulista receba cerca de 900 haitianos.

Desde 2013, sem recursos ou amigos que pudessem acolher os recém-chegados, centenas dormiram de maneira improvisada no salão da igreja no Glicério. O abrigo improvisado foi desativado recentemente após a abertura de centros de acolhimento da Prefeitura. Um deles fica na região da estação Armênia, na Zona Norte, e tem capacidade para 40 pessoas. O outro, na Penha, tem capacidade para acolher 80 pessoas e é dedicado exclusivamente a mulheres e crianças.
Em junho, o outro avanço foi o início da emissão de carteiras de trabalho pela Prefeitura de São Paulo. Antes dessa mudança, apenas a Superintendência do Ministério do Trabalho emitia o documento, o que obrigava os estrangeiros a esperar até 50 dias para conseguir a carteira de trabalho. A administração municipal não divulgou a estatística de documentos emitidos.



Écrit par:

< http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/07/haitianos-conseguem-emprego-em-confeitaria-de-chef-frances-nos-jardins.html>


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quarta-feira, 15 de julho de 2015

2ème Classe: Les Pronoms Personnels et Les Salutations pt. 2

Bonjour à toussss!! 

Voici notre 2ème classe disponible sur Youtube!
N'oubliez pas: demain, on va publier les 2 cahiers d'exercices en PDF/DOC. Lisez les textes et suivez d'autres vidéos en vous abonnant à notre chaîne Youtube: cliquez ici.

Aujourd'hui, le prof parlera à propos des PRONOMS PERSONNELS en Portugais (EU, TU, ELE/ELA, NÓS, VÓS, ELES/ELAS - A GENTE/VOCÊ/VOCÊS), et aussi à propos des SALUTATIONS (PT. 2). On va apprendre à saluer quelqu'un et à demander si cette personne va bien ou pas. En plus, on va voir comment les pronoms personnels et les accents peuvent changer par des différences régionales de notre pays.
À la fin de la vidéo, vous allez apprendre à remercier quelqu'un. Et alors, on peut finir ce petit texte en disant le mot clé de la politesse brésilienne qu'on vient d'expliquer...

"Obrigada."

Até logo!

😤

          
                             LE LIEN DE LA VIDÉO EST AUSSI DISPONIBLE ICI

Lecture Complémentaire: #2 Podcast Actualité (Migrants - et si ouvrir les frontières générait de la richesse?)

"Voilà la première partie d'un texte assez long publié sur Le Monde fr. Bientôt, nous publierons le seconde article. Merci tout le monde", Adilson.
Para ver e baixar o texto traduzido para PORTUGUÊS em PDF, clique aqui (TEXTE EN PORTUGAIS - PDF), clique aqui ou acesse o link abaixo:
https://www.dropbox.com/s/5uf7s3fb6i8cl81/CHEGA-A%C3%8D-PARTIE-1.pdf?dl=0

Para ver e baixar o texto traduzido para PORTUGUÊS em DOC, clique aqui (TEXTE EN PORTUGAIS - DOC), clique aqui ou acesse o link abaixo:
https://www.dropbox.com/s/m88jyre3isdpl6g/CHEGA-A%C3%8D-PARTIE-1.docx?dl=0

Obrigado!
[Boa noite a todos!
Bonne soirée à tous!]
Obs.: o texto original em francês está disponível no post.

PHOTO PRISE PAR LE MONDE FR


Imigrantes: e se abrir as fronteiras gerasse riqueza?
Imagine que todos os países abrissem suas fronteiras e autorizassem a livre circulação de indivíduos em seus territórios. Imediatamente, o que ocorreria? E ao fim de vinte e cinco anos? Ontem considerada como uma utopia, essa questão se tornou, atualmente, um verdadeiro objeto de estudo. Estudiosos começam a trazer respostas que não muito têm a ver com as tímidas medidas tomadas face à crise migratória. Assunto este que tem deteriorado as estruturas europeias. A temática permanece, portanto, em segredo nos laboratórios. E assim continuará enquanto os governos construírem sua política, no que concerne este âmbito, deixando-se guiar mais pela opinião pública do que por resultados científicos.

1500 mortos desde janeiro
Na espera dessa mudança hipotética, os números continuam a crescer. Desde janeiro, mais de cem mil pessoas chegaram às costas gregas e italianas e mais de mil e quinhentos morreram ao longo da travessia.
Cada vez mais, imigrantes põem suas vidas em ricos para poder usufruir do artigo 13 da Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 cujo objetivo é garantir o direito a (...) qualquer pessoa de deixar qualquer país, incluindo o seu próprio (...).
As fronteiras estão cada vez mais hermeticamente protegidas. Na entrada da Europa, assim como em outros continentes, muros se erguem aqui e lá. Essa medida de segurança, que já custou, segundo o consórcio de jornalistas europeu “The Migrants Files”, 1,6 milhão de euros aos contribuintes daquele continente desde o ano 2000, não tem sortido sinal algum de avanço.
Para sair dessa “incapacidade na qual atualmente nos encontramos, imaginando um mundo onde se poderá circular livremente, sem a necessidade de vistos ou mesmo passaportes, como era a norma antes de 1914” a jurista IdilAtak (universidade de Ryerson, Canada) e a cientista política SperantaDumitru (universidade de Paris-Descartes) fizeram dessa possível abertura o tema do último número da revista Ethique Publique. Outro grupo de pesquisa, batizado Mobglob (Mobilidade global e gerência das imigrações), se constituiu em conjunto com cientistas políticos, sociólogos, um geógrafo e um antropólogo para analisar a questão. Este apanhado de pensadores do CNRS, da Escola de Altos estudos de ciências sociais (EHESS, em francês) ou do Science Po, conjugam suas abordagens a fim de estudar um debate cuja base inicial foi mal estabelecida.
“Quais seriam as consequências imediatas, e em vinte e cinco anos, da aplicação em âmbito mundial da livre circulação?”, se questiona, em voz alta, HélèneThiollet. Pesquisadora junto ao CNRS e associada ao Institutinternationaldesmigrationsda universidade de Oxford, Thiollet coordena o Mobglob com a cientista política Catherine Wihtol de Wenden, diretora de pesquisa do CNRS e doutora em ciências políticas.

Falsas ideias
         Referência universitária na questão dos fluxos migratórios, Catherine publicou, já em 1999, uma pequena obra intitulada “Deve-se abrir as fronteiras?”(Faut-ilouvrirlesfrontières?) (Presses de Science Po). À época, a obra não foi um sucesso nas livrarias, mas pavimentou o caminho para uma reflexão que, em 2009, os pesquisadores Antoine Pécoud e Paul de Guchteneire analisavam com “Migrações sem fronteiras. Ensaio sobre a livre circulação de pessoas” (Migrationssansfrontières. Essaissurla libre circulationdespersonnes) (Editions Unesco). Uma tese na qual uma pequena parte da polêmica sobre tal pensamento julga o impasse, por hora, contra produtivo, no momento em que a globalização permite às mercadorias e aos capitais, uma liberdade negada aos homens.

“A opinião pública ainda crê que os imigrantes custam caro. Essas falácias nunca são rebatidas por política”.

Catherine Wihtol de Wenden, cientista política. “Vivemos sobre ideias falsas, afirma a cientista”. Ainda se crê que os imigrantes irão tomar o trabalho dos Franceses; que os imigrantes custam caro. Essas falácias nunca são rebatidas por políticas. Paralisada pela crescente influência da estrema direita, a classe política não quer abrir o debate, ou pior, ela (a classe política) ajusta seu discurso a respeito da opinião pública, o que torna nossas soluções tão desatualizadas quanto inapropriadas.”

Hein de Haas, codiretor do Instituto Internacional de Migrações (l’Institutinternationaldesmigrations – IMI) e professor associado da universidade de Oxford, apresenta o mesmo discurso. Segundo Haas, “Os Estados perderam seus meios de agir eficazmente em relação aos fluxos migratórios, mas desejam continuar a emular a cresça de que a questão está sob controle”.

Em seu laboratório, HélèneThiollet observa os fluxos migratórios como um objeto científico. Nos computadores do laboratório, ela analisa uma série de parâmetros para acompanhar os movimentos de uma população em diferentes cenários. “As ciências sólidas, explica a cientista, nos são comuns em projeções. Hoje somos capazes de construir modelos expondo evoluções em dez, vinte ou trinta anos. Isso é feito nos campos da demografia e da mensuração da temperatura dos oceanos. Para o caso das migrações, propomos o mesmo trabalho. Assim, observamos o que acontecerá pouco depois da aplicação de uma livre circulação mundial e o que devemos esperar ao fim de vinte e cinco anos. Nós escreveremos possíveis cenários em função da variação de um grande numero de parâmetros que vão das evoluções do mercado de trabalho às leis sociais.”

“Em todos os senários, uma abertura global das fronteiras não terminaria em uma explosão de imigração na Europa.”

François Gemenne, cientista político.

            Partindo desta base de trabalho, o Mobglob já atingiu uma série de conclusões de etapas, que o cientista político François Femenne aceitou a compartilhar com o Le monde: “Se ainda for cedo demais para se fazer algo definitivo, já é possível observar que, em todos os senários, uma abertura global das fronteiras não terminaria em uma explosão de imigração na Europa.”, afirma o pesquisador em ciência política das universidades de Liège (Cedem) e de Versailles-Saint-Quentin-en-Yvelines (Cearc). “Hoje, os imigrantes representam 3,2% da população mundial. Ao fim do século XIX, o dia seguinte da Revolução Industrial, essa taxa era de 10%. Nenhuma das nossas projeções aponta a esses 10%. Nem há 1, nem há vinte e cinto anos.”

            Para chegar a essas primeiras conclusões e construir modelos robustos, estudos minuciosos foram conduzidos. Universitários se concentraram em seis grupos de países: duplas entre as quais uma história de imigração já se formou como o caso franco-marroquino, ou duplas entra as quais um futuro senário pode se formar, como entre a China e o Japão.

A evolução da demografia japonesa é um dos parâmetros que farão flutuar o número de chegadas de chineses, o que também ocorrera em função das políticas aplicadas na China. O abandono ou não do passaporte interno como forma de mitigação total – ou da manutenção parcial – da política de filho único, mudando a natureza e a importância dos fluxos migratórios.

            Igualmente, o Mobglob prevê variações da taxa de indianos com ensino superior que irão aos Emirados Árabes Unidos em função da maneira como esses pequenos Estados negociam após o boom do petróleo, mas também da taxa de crescimento que a Índia viveu. As análises de geógrafos, antropólogos, sociólogos e de cientistas políticos se cruzam sem cessar na construção esquemas, para não esquecer nenhum parâmetro importante.


Continua ...